Por: Paulo de Tarso – Jornalista
Em Rondônia, alguns nomes que já foram figurinha carimbada em palanques, plenários e solenidades hoje encaram uma realidade bem menos glamourosa: a carreira política, ao que tudo indica, ficou no passado.
O termômetro é simples e implacável — não vencem eleição nem em condomínio, quanto mais nas urnas oficiais. O cenário revela um eleitorado mais atento, menos tolerante a discursos repetidos e promessas recicladas.
A velha fórmula do “já fiz muito pelo Estado” perdeu força diante de novos rostos, outras narrativas e, principalmente, da memória coletiva, que resolveu cobrar a conta. Nos bastidores, ainda há quem aposte no retorno triunfal, mas o clima é de nostalgia.
São lideranças que já tiveram mandato, estrutura e holofotes, mas hoje enfrentam o silêncio das ruas e a frieza dos votos. O apoio minguou, o grupo se dispersou e o sobrenome, sozinho, não empurra campanha. A política, como o eleitor, muda.
E em Rondônia, alguns políticos descobriram da forma mais dura que mandato não é vitalício — é empréstimo. E, para alguns, o prazo venceu faz tempo. Por Paulo de Tarso – Jornalista


