Pré-candidato do PSB defende a proibição da publicidade de plataformas de apostas, propõe a criação do primeiro hospital psiquiátrico estadual e uma rede de atendimento permanente para pessoas afetadas pelo vício em jogos de azar.
O pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, utilizou as redes sociais para fazer um alerta sobre o crescimento da ludopatia, o transtorno relacionado ao vício em jogos de azar e defendeu que o Estado trate o problema como uma prioridade de saúde pública.
Na publicação, Samuel afirmou que milhares de rondonienses têm sido atraídos por plataformas de apostas esportivas, cassinos online e jogos como o chamado “tigrinho”, movidos pela expectativa de obter renda rápida. Segundo ele, a realidade tem sido marcada pelo endividamento, perda do patrimônio, conflitos familiares e agravamento dos transtornos mentais.
“Ouvi o relato de uma pessoa que perdeu tudo. Depois de esgotar as economias, contraiu dívidas, entrou em depressão e hoje vive sendo ameaçada por agiotas. Infelizmente, essa história não é um caso isolado”, destacou.
Diante desse cenário, Samuel Costa defendeu a proibição da publicidade de BETs e plataformas de apostas, argumentando que a medida deve seguir o mesmo princípio adotado no combate à propaganda de cigarros, para reduzir a exposição da população, especialmente dos jovens, aos estímulos que incentivam o jogo compulsivo.
Como proposta de governo, o pré-candidato anunciou a criação do primeiro Hospital Psiquiátrico Estadual de Rondônia, voltado ao atendimento especializado em saúde mental, incluindo pessoas que sofrem com dependência em jogos de azar. O plano também prevê a implantação de uma rede estadual de acolhimento com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, composta por equipes multiprofissionais para atender pacientes e oferecer suporte às famílias em todas as regiões do estado.
Para Samuel Costa, a ludopatia deve ser enfrentada com políticas públicas baseadas em prevenção, tratamento e reinserção social. “Quem sofre com a ludopatia não precisa de julgamento. Precisa de tratamento, acolhimento e esperança. É hora de proteger as famílias de Rondônia e colocar a saúde mental como prioridade”, concluiu.
Assessoria



