João Paulo II recebeu 352 pacientes envolvidos em acidentes de motocicleta em julho; Samu registrou 1.687 atendimentos na capital no primeiro semestre.
Sofia de Lima, Jonatta Kauã , Patrick Gonçalves e Andréia Andrade estão entre as vítimas fatais de acidentes de motocicleta registrados em Rondônia nos primeiros sete meses de 2026. Os casos aconteceram em diferentes municípios e circunstâncias, mas têm em comum o envolvimento de motocicletas.
Somente em julho, o Hospital Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, recebeu 352 pacientes envolvidos em acidentes de motocicleta. Do total, 254 eram moradores da capital, segundo dados do Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (HOSPUB).
De acordo com dados da Prefeitura de Porto Velho, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no primeiro semestre de 2026, registrou 1.687 atendimentos relacionados a ocorrências envolvendo motocicletas na capital. O número representa 43,8% de todas as ocorrências atendidas pelo Samu no período, uma média de 9,3 atendimentos por dia.
Colisões entre carros e motos são maioria
As colisões entre carros e motocicletas representam 60% dos atendimentos do Samu relacionados a motos. Em seguida, aparecem as quedas de motocicleta, com 18% dos casos. Colisão entre motos ou contra objetos fixos representam 16,5%, enquanto outros 5,5% envolvem motocicletas e bicicletas.
Ainda de acordo com os dados do Samu, os acidentes envolvendo motocicletas também se concentram em determinados dias da semana. O domingo é o dia com maior número de ocorrências, com 24,4% dos acionamentos.
O sábado aparece em seguida, com 22,1%, enquanto a sexta-feira concentra 15,4% dos casos. O período entre 18h e 23h59 concentra 35,2% dos atendimentos, sendo a principal faixa de horário para as ocorrências.
A madrugada apresenta menos chamados, mas preocupa pela gravidade dos acidentes. Segundo o levantamento, entre meia-noite e 5h59 há maior incidência de politraumatismos graves e necessidade de atendimento por equipes de suporte avançado.
Outro recorte que chama atenção é o perfil das pessoas atendidas. Quase 68% das vítimas são homens, enquanto as mulheres representam cerca de 32% dos atendimentos. A faixa etária entre 20 e 40 anos concentra por volta de 52% das vítimas.
Quando idade e sexo são analisados conjuntamente, homens entre 20 e 40 anos representam 35,34% de todas as vítimas.
Fiscalização e prevenção
O Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) aponta a fiscalização e as ações educativas como estratégias para reduzir os acidentes.
Segundo o técnico de Fiscalização e Ações de Trânsito do Detran, Welton Roney, parte das infrações cometidas por motociclistas está relacionada ao comportamento dos próprios condutores, como o uso inadequado dos equipamentos de segurança e o excesso de velocidade.
“A maioria das infrações cometidas por motociclistas tem a ver com o comportamento humano, com o comportamento do motociclista. É o uso do equipamento de segurança, o excesso de velocidade”, explica Welton.
O Detran também afirma que realiza ações educativas e de fiscalização para retirar de circulação motociclistas sem habilitação e conscientizar os condutores sobre a responsabilidade no trânsito.
Os acidentes envolvendo motos também representam impacto para o sistema de saúde, com aumento da demanda por atendimentos de urgência e emergência.
Para reduzir os riscos, especialistas e órgãos de trânsito recomendam medidas como usar o capacete corretamente e bem afivelado, respeitar a sinalização, reduzir a velocidade, manter distância segura dos veículos e redobrar a atenção nos cruzamentos.
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Trânsito em Porto Velho — Foto: Detran-RO/Divulgação
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