POR: PASTOR SIDNEY ANDRADE
Com a serenidade que o dever de pastorear exige e com a firmeza que a verdade não pode dispensar, dirijo-me à sociedade brasileira, especialmente às famílias e aos crentes deste Brasil que ama a liberdade e respeita a fé, para levantar uma voz de alerta diante de uma das mais gritantes incoerências que já presenciamos na conduta pública nacional.
Recentemente, veio a público a decisão do Governo Federal que classificou como impróprios desenhos e ilustrações de cunho bíblico destinados às nossas crianças — figuras que contam a história da criação, que mostram o amor de Deus, que narram a vida de profetas e
ensinam valores como respeito, bondade, honestidade e solidariedade. Esses conteúdos, que há gerações embasam a formação moral e espiritual de milhões de brasileiros, foram considerados inadequados ao universo infantil.
Ao mesmo tempo em que se fecha a porta à Palavra de Deus, o mesmo governo abre espaço, dá apoio e promove a participação dessas mesmas crianças em paradas e eventos da pauta LGBTQIA+, inserindo-as em contextos, símbolos e discussões que, na avaliação de inúmeras famílias, pais, mães e líderes religiosos, não lhes pertencem ainda na tenra idade.
A incoerência que grita
Onde está a coerência de quem proíbe a Bíblia e incentiva outra pauta? Se os desenhos sagrados são “impróprios”, por que manifestações de conteúdo ideológico e sexual são apresentadas como adequadas? Não se trata de negar direitos a ninguém, nem de hostilizar qualquer cidadão. Trata-se de igualdade de critério e de respeito à infância. A criança não deve ser instrumento de nenhuma agenda política ou ideológica — seja ela qual for.
O governo não pode escolher qual crença é aceitável e qual deve ser afastada. Não pode dizer que os valores de uma família cristã são danosos, enquanto impõe outros valores como se fossem os únicos corretos. Isso não é inclusão; é preferência oficial e perseguição silenciosa à fé.
O aviso: ninguém pode alegar desconhecimento
Hoje, levantamos este protesto não com ódio, mas com clareza: o Brasil está vendo. As famílias estão percebendo. Aqueles que governam sabem muito bem o que fazem. E quando chegar o momento das eleições, que ninguém venha alegar que não sabia. Que ninguém diga que não percebeu que a fé estava sendo marginalizada, que a Bíblia sendo afastada e que as crianças sendo levadas por caminhos que não foram escolhidos por seus pais.
Este aviso fica registrado: vocês sabiam. Agora, a sociedade também sabe. E a resposta virá, não com violência, mas com a força do voto consciente. Virá no dia em que cada cidadão e cada cidadã, em pleno exercício da cidadania, dirá: “Basta. O nosso lar, a nossa fé e os nossos filhos merecem respeito”.
Palavra final
Que Deus abençoe o Brasil. Que ilumine as mentes dos que governam, para que entendam que a liberdade religiosa é um direito sagrado e constitucional, e que a infância precisa ser protegida de todas as agendas — inclusive daquelas que querem silenciar a Palavra que tem guiado este povo por séculos. Não cederemos. Não nos calaremos. E na hora certa, nas urnas, faremos valer a voz de quem não pode ser
silenciada: a voz do povo, a voz da consciência e a voz de Deus.



