Todo ano a cena se repete em Porto Velho: basta começar a concentração da Banda do Vai Quem Quer para surgir uma verdadeira disputa por espaço nas fotos oficiais. Tem político que aparece mais rápido que confete no ar.
Entre um sorriso ensaiado e um “deixa eu ficar aqui do lado”, formam-se filas estratégicas atrás do estandarte, sempre com aquele jeitinho de quem não quer nada — mas quer tudo: a melhor posição na imagem. Ficam ali, coladinhos, parecendo papagaio de pirata, prontos para o clique.
E quando o ano é de eleição, a animação dobra. O samba vira palanque improvisado, a selfie vira santinho digital e a folia ganha filtro eleitoral. No fim das contas, a banda continua do povo — mas tem gente que nunca perde o ritmo quando o assunto é aparecer.
Nota Jurídica:
Charge de natureza satírica e humorística, amparada pela liberdade de expressão e de imprensa, nos termos do art. 5º, IV e IX, e art. 220 da Constituição Federal. O conteúdo retrata fato político de interesse público sob linguagem crítica e caricatural, sem imputação de crime ou acusação individualizada. Trata-se de manifestação artística, sem caráter ofensivo ou difamatório.


