Por Paulo de Tarso – Jornalista
Na política rondoniense, ninguém troca de partido por acaso — e Marcos Rocha sabe disso. Ao desembarcar no PSD de Gilberto Kassab, o governador não apenas muda de legenda: muda de posição no tabuleiro. Sai de um União Brasil rachado para assumir o comando de um partido organizado, com estrutura, tempo de TV e vocação para ser protagonista em 2026.
O gesto tem algo de pragmático e um toque de ironia. Depois de promessas não cumpridas e disputas internas que mais atrapalhavam do que ajudavam, Rocha escolheu um caminho simples: onde manda, fica. No PSD, chega com a chave do cofre, a caneta do diretório e a companhia do seu núcleo duro de governo. Tradução livre: o projeto continua — só mudou o endereço.
Enquanto isso, o União Brasil segue em modo “cada um por si”, abrigando pré-candidaturas que brigam mais nas redes sociais do que nas urnas. O resultado é um vácuo de liderança que o PSD se apressa em ocupar. E ocupa com gosto.
Em ano pré-eleitoral, partido é menos ideologia e mais estratégia. Rocha entendeu o timing, antecipou o debate e avisou: não está de saída, está se reorganizando. Em Rondônia, quem piscou perdeu a jogada — e 2026 já começou.


