Décima fase da ação nacional mirou a Penitenciária Milton Soares de Carvalho (470); foco é neutralizar a comunicação de detentos e apreender materiais ilícitos.
A ação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em conjunto com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). O objetivo central é identificar e neutralizar o uso de celulares e rádio-comunicadores dentro das celas, além de apreender drogas e armas artesanais. A operação ocorreu de forma estratégica na maior unidade prisional da capital, mobilizando policiais penais e tecnologia de ponta para garantir a ordem no sistema carcerário rondoniense.
Cães farejadores e revistas minuciosas
Para garantir a eficácia da fiscalização, a Sejus mobilizou o Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape). Os agentes realizaram vistorias detalhadas em todos os pavilhões da unidade.
- Apoio K9: Cães farejadores treinados foram utilizados para detectar entorpecentes escondidos em locais de difícil acesso.
- Tecnologia: Ações de inteligência e equipamentos de detecção de sinal foram empregados para localizar dispositivos de comunicação.
Integração estratégica
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o investimento em operações integradas é o caminho para proteger a sociedade. Segundo o secretário da Sejus, Marcus Rito, a Operação Mute não é apenas uma revista de rotina, mas uma ferramenta de inteligência para desarticular o crime organizado que tenta operar de dentro dos presídios.
“A iniciativa reforça nosso compromisso com a legalidade e a manutenção da ordem, valorizando a atuação conjunta entre a Polícia Penal Federal e as Polícias Penais estaduais”, afirmou Rito.

Sobre a Operação Mute
Realizada em todo o Brasil, a Mute é considerada a maior operação coordenada para o bloqueio de comunicações em presídios. O nome faz alusão ao termo “mudo” (em inglês), reforçando a meta de silenciar criminosos que tentam comandar crimes de dentro das unidades. Com informações do NCNEWS.



