
Foco foi a unificação dos processos de trabalho e a descentralização do atendimento para agilizar a detecção precoce de arboviroses
A Oficina Vigilância em Saúde na Atenção Primária (APS) encerrou as atividades na quarta-feira (1º), em Ji-Paraná, após dois dias de intensas atividades voltadas ao fortalecimento da saúde pública municipal. O treinamento é uma iniciativa do governo de Rondônia, promovido pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O foco central foi a unificação dos processos de trabalho e a descentralização do atendimento para agilizar a detecção precoce de arboviroses, a exemplo do vírus da Chikungunya, superando gargalos estruturais em prol do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
A estratégia busca estabelecer um alinhamento robusto entre as esferas governamentais, respeitando as particularidades de cada localidade. Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa consolida o compromisso da gestão com a eficiência. “A missão do governo é aproximar a saúde de cada rondoniense, respeitando as diversidades regionais. Com ferramentas integradas e planejamento, transformamos a saúde pública de Rondônia em um sistema ainda mais ágil, resolutivo e preparado para atender a população”, salientou.
O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, destacou o foco prioritário nas regiões central e de fronteira. “A busca pela eficiência logística e pela superação de gargalos estruturais é fundamental. Precisamos aperfeiçoar o monitoramento e pronta resposta a crises sanitárias no estado. E a melhor forma é integrar a atenção primária e a vigilância epidemiológica.”
FLUXO DE ATENDIMENTO

Qualificação trouxe clareza sobre informação entre as equipes de campo e a assistência interna
Para estruturar a rede de maneira eficiente, foram utilizados estudos de casos práticos baseados em situações reais do cotidiano das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Segundo a enfermeira coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesau, Tamires Oliveira, as soluções foram construídas de forma coletiva. “Os grupos também trabalharam no desenho de fluxos simples de comunicação semanal e no uso de canais rápidos e de telessaúde para que alertas emitidos em áreas isoladas alcancem a regulação de urgência de forma imediata”, explicou.
MONITORAMENTO TÁTICO
A cooperação técnica e o disparo de ações integradas no território são fundamentais para que o monitoramento de dados se converta em cuidado efetivo diretamente na ponta do sistema. De acordo com o coordenador do CIEVS, Eduardo Honda, a agilidade na notificação qualifica a atuação tática das equipes locais. “O CIEVS atua como o gatilho tático para conter surtos. Esta oficina em Ji-Paraná é fundamental para capacitar os municípios da região central e de fronteira na identificação oportuna de casos de arboviroses, garantindo que os dados notificados retornem imediatamente em ações de bloqueio vetorial no território”, frisou.
ALINHAMENTO
Para os profissionais que lidam diretamente com o fluxo de atendimento nos municípios, a qualificação trouxe clareza sobre como solucionar desencontros de informação entre as equipes de campo e a assistência interna. A enfermeira Maria Letícia Mesquita, coordenadora da APS de Alto Alegre dos Parecis, relatou que “analisar casos como o do paciente crônico que chega à UBS com sequelas articulares graves nos fez perceber como o diálogo semanal entre o Agente Comunitário de Saúde (ACS) e o Agente de Combate às Endemias (ACE) é vital para mapear e agir antes que o surto se espalhe.”
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