
Cães do canil do Gape durante operação de revista em unidade prisional
Com ações de aprimoramento no sistema prisional, o canil do Grupo de Ações Penitenciárias (Gape) reforça a segurança com cães treinados para detectar substâncias ilícitas e localizar aparelhos celulares, por meio de inspeções, revistas estruturais e operações estratégicas realizadas em todo o estado.
Os cães do canil passam por treinamento contínuo, que envolve atividades, como: exercícios de faro, obediência, condicionamento físico e simulações operacionais. Mesmo não possuindo odor próprio, aparelhos celulares podem ser detectados graças à associação com componentes, como: baterias de lítio, circuitos eletrônicos e materiais plásticos. O período de formação varia entre um e dois anos, de acordo com a especialidade de cada animal.

Cães treinados atuam na detecção de ilícitos
Atualmente, o canil conta com cinco cães desempenhando funções distintas, como: detecção de drogas, armas e celulares, apoio à vigilância e participação em ações sociais. A raça mais utilizada é o Pastor Belga Malinois, destacada pela inteligência, resistência física e elevada capacidade olfativa. As equipes atuam em todas as unidades prisionais do estado, conforme a demanda operacional.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que os investimentos em segurança prisional refletem o compromisso da gestão com a proteção da sociedade. “Estamos fortalecendo nossas equipes com estrutura, tecnologia e capacitação. O trabalho do canil é um exemplo de como o governo tem buscado soluções eficientes para manter a ordem dentro das unidades e garantir mais segurança para todos.”
A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de fiscalização e garantir maior controle no ambiente prisional. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que vem investindo na qualificação das equipes e no fortalecimento das estratégias operacionais, contribuindo diretamente para a manutenção da ordem, da disciplina e da segurança nas unidades.
O gerente do Grupo de Operações Penais, Reginaldo Barbosa, ressaltou que o trabalho do canil tem sido fundamental para fortalecer as ações operacionais no sistema penitenciário. “O canil do Gape representa um importante suporte às operações realizadas nas unidades prisionais. O treinamento contínuo dos cães e a integração com os policiais penais garantem mais eficiência nas fiscalizações e contribuem diretamente para a segurança.”
PARTICIPAÇÃO INTEGRADA
O trabalho do canil é realizado em conjunto com policiais penais, que atuam como condutores e auxiliares, assegurando o controle e a segurança durante as operações. Essa integração baseia-se na confiança, no treinamento contínuo e na convivência diária, fatores essenciais para o sucesso das ações.

Canil possui cães treinados para detecção de drogas
De acordo com o policial penal do Canil do Gape, Edilson Santana, a atuação dos cães vai além da detecção de ilícitos. “Os cães desempenham um papel fundamental tanto na prevenção quanto na atuação direta. Eles são empregados nas revistas em celas, operações de varredura, escoltas e até em situações de risco. Além disso, a presença deles já inibe tentativas de entrada de materiais proibidos”, explicou.
IMPACTO NA SEGURANÇA PRISIONAL
O secretário da Sejus, Marcus Rito destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da segurança. “O uso do canil amplia a capacidade de fiscalização e reforça as ações de segurança dentro das unidades prisionais. Trata-se de um trabalho estratégico, que gera resultados concretos e contribui diretamente para a disciplina e a organização do sistema.”
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